
OBRA DE ARTE: ABAPORU DE TARSILA DO AMARAL

Imaginem um Ser que FAZIA a AMPLITUDE DAS COISAS e esquecia o Mundo a sua VOLTA. Não se lembrava de organizar os DESENVOLVIMENTOS E SE PREOCUPAVA EM expandir o CONFLITO DAS COISAS.
O RACIOCÍNIO ERA CURTO, os defeitos muitos. NUMA REGRA QUE INFRINGIA A RETÓRICA DO plano reto e justo das coisas, das superfícies e das PLATAFORMAS.
ERA O EXAGERO DO CONVERSÊ, TUDO ampliado PARA DENOTAR AS ESCOLHAS, AS FALTAS, AS IMPERFEIÇÕES. O domínio da visão sobre o OUTRO e as PARTES QUE INTEGRAM A SOCIEDADE.
A NATUREZA DESOLADA --- enquanto isso. TUDO A FAZER, mas o que importava era o MEXERICO DO COMPORTAMENTO DA VISÃO AUMENTATIVA DAS COISAS.
ERA PERCEBIDO O PESO DAS MÃOS SOBRE O CORPO. E NADA IMPORTAVA.
NA FALA O corpo era obeso e desconfigurado. A MENTIRA AMPLIAVA AS DEFORMIDADES SOCIAIS.
ENQUANTO ISSO O SOL ARDIA NA IMPERFEIÇÃO MATINAL E NADA ERA FEITO PARA MUDAR O DESTINO.
FALTAVA elementos na casa, NEM sombra tinha. NEM HARMONIA VOAVA PRÓXIMO DO CORPO. FALTAVA MONTANHAS, já não tinha mais nenhuma para escalar na MODERNIDADE. E sobrava tempo para o palavrório COLOCAR A LÍNGUA DOS COMPORTAMENTOS DOS OUTROS.
Era uma vida árida e cheia de angústias, indisposições, tormentos e INCHAÇOS.
A Plataforma da bunda doía sobre a única pedra escalar de repouso sobre o chão inóspito do horizonte do único cacto sobrevivente de um SOL ESCALDANTE.
OS OLHOS MIoPES não enxergavam a lição do dia. ERA TUDO MUITO CLARO e oculto o PORQUÊ DA DESOLAÇÃO DO INFORTÚNIO DO DIA. SERIA A FALTA DE TARSILA que clamava o RETIRANTE em sua plataforma pétrea???
O Núcleo do sol CENTRADO NO HUMANO. O VERDE SECO DO CACTO SEM APERENTES ESPINHOS. PARECIA QUE OS ESPINHOS ESTAVAM ALOJADOS NAS PARTES DAS FERIDAS DO HOMEM cabisbaixo de seus TEMORES remoídos sem as sombras de seu devaneio. A ESPERA DA MUDANÇA DO EIXO ATENCIONAL de que a vida É MAIS DO QUE FAZER APONTAMENTOS. DE QUE A VIDA É MAIS DO QUE CRITICAR OS OUTROS. DE QUE A VIDA É MAIS DO QUE ENCAPSULAR EM TRANSTORNOS, CONFLITOS CEREBRAIS E CONFLITOS PSICOSSOMÁTICOS.
IMPERAVA UM AZUL CELESTIAL DA PAZ, QUE A SOLUÇÃO DEVIA ESTAR DENTRO CONTIDA, NA ATMOFERA QUE REINAVA A HARMONIA. A TEMPESTADE EM COPO DE ÁGUA TINHA O INTERIOR ABSORVIDO E ROMPIDO SOBRE AS DIMENSIONALIDADES DO CORPO.
O VERDE musgo da pedra ARDIA. ERA COMO SE O CACTO FLORESCIDO estivesse o HOMEM REPOUSADO. TaMANHA FALTA E RESSENTIMENTO que o homem se estruturava em seguir seus passos pela vida.
ERA UM LOCAL ONDE AS DIMENSÕES AFLORAM UMA ANGÚSTIA, UMA DEPRESSÃO, UMA FALTA. SOB O ESTÍMULO DO SOL ESCALDANTE. A DESOLAÇÃO PARECIA FALTAR ALGUÉM, UM OBSERVADOR QUE APRECIE.
O CACTO PARECIA EM PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA VIDA, E AO HOMEM LHE FALTAVA MANUTENÇÃO.
TALVEZ FOSSE a deformidade do AMOR QUE DEVERIA ESTAR CONTIDO E QUE LHE FALTAVA A EXPRESSÃO DA FACE.
A MÃO era grande demais para comportar o equilíbrio do ENQUADRAMENTO DAS FEIÇÕES DO HOMEM.
O PÉ AINDA MAIS sobressaltava QUE MUITOS CHUTES NA VIDA ESSE HOMEM QUE NÃO PENSA DEVERIA TER SIDO VÍTIMA.
DESNUDO ESSE HOMEM do olhar da IMPERFEIÇÃO E DA CRÍTICA. Visível aos OLHOS DO OBSERVADOR O SEU MODELO MORAL. E O ETHOS QUE LHE FALTAVA PARA GERAR DESENVOLVIMENTOS AO HABITAT. PORQUE PERDER TEMPO DEBAIXO DO SOL ERA SEU INFORTÚNIO. NÃO ALMEJAVA A NADA, APENAS ENCONTRAR NOVAMENTE O EQUILÍBRIO E A HARMONIA DE SEU CÉREBRO.
QUANDO PERCEBI COMO OBSERVADOR VI QUE ESSE HOMEM DO MEXERICO ERA EU QUE OBSERVAVA.
AÍ EU VI MINHAS FALTAS SOBRESSAINDO SOBRE OS TRAÇOS DA TELA DE OBRA DE ARTE. E ME RECONHECI NA PROCLASTINAÇÃO DAS COISAS DEBAIXO DO SOL. E VI QUE ME LIGAVA A PLANTA INFRUTÍFERA DO FALATÓRIO DO MUNDO.
AINDA TINHA TEMPO, HAVIA UM CACTO QUE TEVE SOBREVIDA.

Imaginem um Ser que FAZIA a AMPLITUDE DAS COISAS e esquecia o Mundo a sua VOLTA. Não se lembrava de organizar os DESENVOLVIMENTOS E SE PREOCUPAVA EM expandir o CONFLITO DAS COISAS.
O RACIOCÍNIO ERA CURTO, os defeitos muitos. NUMA REGRA QUE INFRINGIA A RETÓRICA DO plano reto e justo das coisas, das superfícies e das PLATAFORMAS.
ERA O EXAGERO DO CONVERSÊ, TUDO ampliado PARA DENOTAR AS ESCOLHAS, AS FALTAS, AS IMPERFEIÇÕES. O domínio da visão sobre o OUTRO e as PARTES QUE INTEGRAM A SOCIEDADE.
A NATUREZA DESOLADA --- enquanto isso. TUDO A FAZER, mas o que importava era o MEXERICO DO COMPORTAMENTO DA VISÃO AUMENTATIVA DAS COISAS.
ERA PERCEBIDO O PESO DAS MÃOS SOBRE O CORPO. E NADA IMPORTAVA.
NA FALA O corpo era obeso e desconfigurado. A MENTIRA AMPLIAVA AS DEFORMIDADES SOCIAIS.
ENQUANTO ISSO O SOL ARDIA NA IMPERFEIÇÃO MATINAL E NADA ERA FEITO PARA MUDAR O DESTINO.
FALTAVA elementos na casa, NEM sombra tinha. NEM HARMONIA VOAVA PRÓXIMO DO CORPO. FALTAVA MONTANHAS, já não tinha mais nenhuma para escalar na MODERNIDADE. E sobrava tempo para o palavrório COLOCAR A LÍNGUA DOS COMPORTAMENTOS DOS OUTROS.
Era uma vida árida e cheia de angústias, indisposições, tormentos e INCHAÇOS.
A Plataforma da bunda doía sobre a única pedra escalar de repouso sobre o chão inóspito do horizonte do único cacto sobrevivente de um SOL ESCALDANTE.
OS OLHOS MIoPES não enxergavam a lição do dia. ERA TUDO MUITO CLARO e oculto o PORQUÊ DA DESOLAÇÃO DO INFORTÚNIO DO DIA. SERIA A FALTA DE TARSILA que clamava o RETIRANTE em sua plataforma pétrea???
O Núcleo do sol CENTRADO NO HUMANO. O VERDE SECO DO CACTO SEM APERENTES ESPINHOS. PARECIA QUE OS ESPINHOS ESTAVAM ALOJADOS NAS PARTES DAS FERIDAS DO HOMEM cabisbaixo de seus TEMORES remoídos sem as sombras de seu devaneio. A ESPERA DA MUDANÇA DO EIXO ATENCIONAL de que a vida É MAIS DO QUE FAZER APONTAMENTOS. DE QUE A VIDA É MAIS DO QUE CRITICAR OS OUTROS. DE QUE A VIDA É MAIS DO QUE ENCAPSULAR EM TRANSTORNOS, CONFLITOS CEREBRAIS E CONFLITOS PSICOSSOMÁTICOS.
IMPERAVA UM AZUL CELESTIAL DA PAZ, QUE A SOLUÇÃO DEVIA ESTAR DENTRO CONTIDA, NA ATMOFERA QUE REINAVA A HARMONIA. A TEMPESTADE EM COPO DE ÁGUA TINHA O INTERIOR ABSORVIDO E ROMPIDO SOBRE AS DIMENSIONALIDADES DO CORPO.
O VERDE musgo da pedra ARDIA. ERA COMO SE O CACTO FLORESCIDO estivesse o HOMEM REPOUSADO. TaMANHA FALTA E RESSENTIMENTO que o homem se estruturava em seguir seus passos pela vida.
ERA UM LOCAL ONDE AS DIMENSÕES AFLORAM UMA ANGÚSTIA, UMA DEPRESSÃO, UMA FALTA. SOB O ESTÍMULO DO SOL ESCALDANTE. A DESOLAÇÃO PARECIA FALTAR ALGUÉM, UM OBSERVADOR QUE APRECIE.
O CACTO PARECIA EM PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA VIDA, E AO HOMEM LHE FALTAVA MANUTENÇÃO.
TALVEZ FOSSE a deformidade do AMOR QUE DEVERIA ESTAR CONTIDO E QUE LHE FALTAVA A EXPRESSÃO DA FACE.
A MÃO era grande demais para comportar o equilíbrio do ENQUADRAMENTO DAS FEIÇÕES DO HOMEM.
O PÉ AINDA MAIS sobressaltava QUE MUITOS CHUTES NA VIDA ESSE HOMEM QUE NÃO PENSA DEVERIA TER SIDO VÍTIMA.
DESNUDO ESSE HOMEM do olhar da IMPERFEIÇÃO E DA CRÍTICA. Visível aos OLHOS DO OBSERVADOR O SEU MODELO MORAL. E O ETHOS QUE LHE FALTAVA PARA GERAR DESENVOLVIMENTOS AO HABITAT. PORQUE PERDER TEMPO DEBAIXO DO SOL ERA SEU INFORTÚNIO. NÃO ALMEJAVA A NADA, APENAS ENCONTRAR NOVAMENTE O EQUILÍBRIO E A HARMONIA DE SEU CÉREBRO.
QUANDO PERCEBI COMO OBSERVADOR VI QUE ESSE HOMEM DO MEXERICO ERA EU QUE OBSERVAVA.
AÍ EU VI MINHAS FALTAS SOBRESSAINDO SOBRE OS TRAÇOS DA TELA DE OBRA DE ARTE. E ME RECONHECI NA PROCLASTINAÇÃO DAS COISAS DEBAIXO DO SOL. E VI QUE ME LIGAVA A PLANTA INFRUTÍFERA DO FALATÓRIO DO MUNDO.
AINDA TINHA TEMPO, HAVIA UM CACTO QUE TEVE SOBREVIDA.
[TEXTO] 20/11/2025 16:28:29

STORY TELLING - O HINÁRIO DOS QUERUBINS
DOMINGO: 15:00 HORAS DA TARDE.

Num tempo muito distante, disso tudo que vos digo, o SOBERANO DA VIA LÁCTEA estava com o pensamento atribulado, conflituoso, DIFUSO, sob ataques, LONGE DA REALIDADE DE VER OUTRO HUMANO SORRIR devido o turbulento conflito Psicossomático que lhe abatera DIANTE DE TODA A VIA LÁCTEA.
FOI QUANDO LHE FOI APRESENTADO OS MANUSCRITOS DE GUARDA DE NOSSO MESTRE JESUS DE NAZARÉ. E EMERGIU UMA SOLUÇÃO PACIFICADORA SOBRE A MENTE DE NOSSO SOBERANO, QUE VOLTOU A RESPIRAR EM CONEXÃO COM A VIDA.
E UMA GUERRA SILÔNICA DE BILHÕES DE ANOS SE FINDOU,... E AS SEMENTES FIZERAM NOVAMENTE AS FLORES PROSPERAREM NOS CAMPOS.
O SOBERANO REI ADHAN DESCEU DOS CÉUS E PEDIU PARA NASCER NA TERRA. DADO O SEU enorme interesse pelas redescobertas QUE ATÉ ENTÃO ADORMECIDAS DIANTE DA TEMPESTADE DOS PENSAMENTOS.
DOMINGO ÀS 15:00... CONTINUAREMOS ESSA HISTÓRIA....
Era necessário fazer uma INTERVENÇÃO, MAS A INTELIGÊNCIA ARTFICIAL SENSORIALAUTÔMATA ESTELAR HAVIA INIBIDO AO ENTENDIMENTO. E adormecidos todos estavam na norma dos CONFLITOS HUMANOS E dos CONFLITOS INTERNOS.
Então primeiro MOSTRAMOS UMA IMAGEM SACRA DE UM SER QUE PODIA CONTRIBUIR COM O TODO NESSA INTERVENÇÃO DE GUERRA SEM FIM.
NA FORMA DE UMA MÚSICA, PARA APRESENTAR AO SOBERANO ADHAN como deveríamos nos portar diante da GRANDEZA DOS PROBLEMAS QUE SE SOMAVAM.
E O MESTRE JESUS DE NAZARÉ FOI APRESENTADO AO SOBERANO NA MÚSICA:
ERA NECESSÁRIO UM ARGUMENTO QUE PRENDESSE A ATENÇÃO, E ESCOLHEMOS O QUERUBIM COM O PODER DE NOS AJUDAR A FIXAR O INFANTISMO PARA QUE A INTERVENÇÃO PACIFICADORA TIVESSE RESULTADOS DE PROSPERIDADES PARA TODOS.
E diante de tantos obstáculos CHAMAMOS OUTRO QUERUBIM para nos auxiliar na TRILHA DA FIXAÇÃO E DO CONHECIMENTO que pudesse gerar o CONTATO DE CONSCIÊNCIA PARA QUE O HUMANO SAÍSSE DE SEU ESTADO DE AFLIÇÃO PARA O ESTADO DE GRAÇA.
A DEUSA GAIA FOI SOLICITADO AUXÍLIO DIVINO, E QUANDO ELA SE APRESENTOU VEIO NA FORMA DA ALEGRIA, E GEROU O ESTADO INTERNO DE DEMANDA CEREBRAL ESPONTÂNEA, QUE FOI A PONTA DA TRANSFORMAÇÃO DESSE IMENSO ICEBERG.
OS PRIMEIROS VULNERÁVEIS QUE ATENDEMOS ERAM OS DE TRISTEZA ITENSA SEM ESTÍMULO DE VIDA; NA NOSSA ESTRATÉGIA DE RECONEXÃO COM A VIDA.
EM SEGUIDA EM RELAÇÃO AOS EQUIPAMENTOS QUE ATASANAM DEMOS AUXÍLIO AO GRUPO QUE ESTAVA SENDO AGREDIDO NO NÍVEL DE CONFLITOS PSICOSSOMÁTICOS;
ENTÃO FOI APRESENTADO UM CAMINHO PARA SER O GUIA DA LUZ, A FIM DE INTRODUZIRMOS OS CONCEITOS DE PRESERVAÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DA VIDA QUE CUNHAM A PALAVRA AMOR.
COM A DEMANDA NATURAL DO SER HUMANO, FOI POSSÍVEL RESGATAR NOVAMENTE O AMOR, E FAZER COM QUE O SOFRIMENTO SE AFASTASSE DO SER HUMANO. CONECTORES DE VIDA AVANÇAMOS NO SER HUMANO EM TEMPO DE OCUPAÇÃO CEREBRAL, NAS CONEXÕES DE CONSCIÊNCIA QUE DURANTE O DIA PEDIA CONTATO O HUMANO COM AS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS E TERRENAS.
O AMOR ESTAVA ENRAIZADO COM SOFRIMENTO, E TIVEMOS QUE ATIVAR NOVAMETNE OS CONECTORES DO INÍCIO DE COMO SERIA DE FATO A EXPRESSSÃO E CONCEITUAÇÃO DO AMOR.
TIVEMOS QUE RETIRAR O SOBRESSALENTE DE PERDAS OBJETAIS NA FORMAÇÃO DO AMOR. TIVEMOS QUE TIRAR O EXDENDE DE DOR E SOFRIMENTO PARA A FORMAÇÃO DO AMOR. TIVEMOS QUE AVANÇAR ALGUNS CONCEITOS DO QUE COLOCAR NA CÁPSULA DE FORMAÇÃO DO AMOR.
VIDAS TINHA QUE SALVAR,... TIVEMOS QUE APRENDER A PRESERVAR,... FAZER LISTAS PARA PONTUAR EM CONSERVAÇÃO, MANUTENÇÃO E PRESERVAÇÃO DA VIDA. MOSTRAR EM IDENTIDADE QUE NOSSA DEMANDA NATURAL ERA MESMO A ELEVAÇÃO DO HUMANO PARA SUA VIDA ETERNA. DENTRO DOS CRITÉRIOS DE MANSIDÃO E SABEDORIA. E APRESENTAMOS O QUERUBIM DO AMOR RECONECTADO, ESTANDO EM EXERCÍCIO PLENO DE SUA SABEDORIA.
UMA VEZ RECONQUISTADO O SIGNIFICADO, A SIGNIFICAÇÃO E O SIGNIFICANTE PARA O TERMO AMOR, HAVIA ENTÃO NA NECESSIDADE DE FORMATAR O ENGRAMA NO LAÇO QUE AFASTA TUDO QUE PUDESSE VOLTAR AO ESTADO DE DESOLAÇÃO DO CONFLITO SILÔNICO, E CORROER AO AMOR. ENTÃO BUSCAMOS UM QUERUBIM QUE PUDESSE ROMPER A TENDÊNCIA DO DESAMOR E FIXARMOS NA TENDÊNCIA DO AMOR DIANTE DAS GRANDEZAS DAS FORÇAS DO ABSOLUTO QUE FIRMAVAM NOVAMENTE A MANSIDÃO DOS CÉUS.
E DO AMOR E DO NIVELAMENTO DO DESAMOR AFLOROU UMA VISÃO EM ECOSSISTEMA, QUE PERMITIA O NUTRIR DA VIDA, O CAMINHAR TRANSQUILO E LÚCIDO E SERENO.
QUE É A BASE DO RESPEITO, QUE É A BASE DOS VALORES DA ALMA, QUE É A BASE DAS FEIÇÕES DO BELO E DA MANUTENÇÃO DO CORPO.

FIM!!!
- - - - - - - - - - - - - - -
Pão PIZZA:
02 - Pães FRANCESES ADORMECIDOS;
1/2 - TOMATE VERMELHO;
1 - Porção de Molho de tomate;
10 - FATIAS DE PIMENTÃO;
2 - FATIAS DE QUEIJO;
2 - Porções de frango DESFIADO/PRESUNTO/PEITO DE PERU/CARNE MOÍDA/CALABREZA;
5 - AZEITONAS;
50 - GRAMAS DE MILHO/ERVILHA/UVAS PASSAS;
2 - PITADAS DE ORÊGANO.
- - - - - - - - - - - - - - -

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DOMINGO: 15:00 HORAS DA TARDE.
Num tempo muito distante, disso tudo que vos digo, o SOBERANO DA VIA LÁCTEA estava com o pensamento atribulado, conflituoso, DIFUSO, sob ataques, LONGE DA REALIDADE DE VER OUTRO HUMANO SORRIR devido o turbulento conflito Psicossomático que lhe abatera DIANTE DE TODA A VIA LÁCTEA.
FOI QUANDO LHE FOI APRESENTADO OS MANUSCRITOS DE GUARDA DE NOSSO MESTRE JESUS DE NAZARÉ. E EMERGIU UMA SOLUÇÃO PACIFICADORA SOBRE A MENTE DE NOSSO SOBERANO, QUE VOLTOU A RESPIRAR EM CONEXÃO COM A VIDA.
E UMA GUERRA SILÔNICA DE BILHÕES DE ANOS SE FINDOU,... E AS SEMENTES FIZERAM NOVAMENTE AS FLORES PROSPERAREM NOS CAMPOS.
O SOBERANO REI ADHAN DESCEU DOS CÉUS E PEDIU PARA NASCER NA TERRA. DADO O SEU enorme interesse pelas redescobertas QUE ATÉ ENTÃO ADORMECIDAS DIANTE DA TEMPESTADE DOS PENSAMENTOS.
DOMINGO ÀS 15:00... CONTINUAREMOS ESSA HISTÓRIA....
Era necessário fazer uma INTERVENÇÃO, MAS A INTELIGÊNCIA ARTFICIAL SENSORIALAUTÔMATA ESTELAR HAVIA INIBIDO AO ENTENDIMENTO. E adormecidos todos estavam na norma dos CONFLITOS HUMANOS E dos CONFLITOS INTERNOS.
Então primeiro MOSTRAMOS UMA IMAGEM SACRA DE UM SER QUE PODIA CONTRIBUIR COM O TODO NESSA INTERVENÇÃO DE GUERRA SEM FIM.
NA FORMA DE UMA MÚSICA, PARA APRESENTAR AO SOBERANO ADHAN como deveríamos nos portar diante da GRANDEZA DOS PROBLEMAS QUE SE SOMAVAM.
E O MESTRE JESUS DE NAZARÉ FOI APRESENTADO AO SOBERANO NA MÚSICA:
ERA NECESSÁRIO UM ARGUMENTO QUE PRENDESSE A ATENÇÃO, E ESCOLHEMOS O QUERUBIM COM O PODER DE NOS AJUDAR A FIXAR O INFANTISMO PARA QUE A INTERVENÇÃO PACIFICADORA TIVESSE RESULTADOS DE PROSPERIDADES PARA TODOS.
E diante de tantos obstáculos CHAMAMOS OUTRO QUERUBIM para nos auxiliar na TRILHA DA FIXAÇÃO E DO CONHECIMENTO que pudesse gerar o CONTATO DE CONSCIÊNCIA PARA QUE O HUMANO SAÍSSE DE SEU ESTADO DE AFLIÇÃO PARA O ESTADO DE GRAÇA.
A DEUSA GAIA FOI SOLICITADO AUXÍLIO DIVINO, E QUANDO ELA SE APRESENTOU VEIO NA FORMA DA ALEGRIA, E GEROU O ESTADO INTERNO DE DEMANDA CEREBRAL ESPONTÂNEA, QUE FOI A PONTA DA TRANSFORMAÇÃO DESSE IMENSO ICEBERG.
OS PRIMEIROS VULNERÁVEIS QUE ATENDEMOS ERAM OS DE TRISTEZA ITENSA SEM ESTÍMULO DE VIDA; NA NOSSA ESTRATÉGIA DE RECONEXÃO COM A VIDA.
EM SEGUIDA EM RELAÇÃO AOS EQUIPAMENTOS QUE ATASANAM DEMOS AUXÍLIO AO GRUPO QUE ESTAVA SENDO AGREDIDO NO NÍVEL DE CONFLITOS PSICOSSOMÁTICOS;
ENTÃO FOI APRESENTADO UM CAMINHO PARA SER O GUIA DA LUZ, A FIM DE INTRODUZIRMOS OS CONCEITOS DE PRESERVAÇÃO, CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO DA VIDA QUE CUNHAM A PALAVRA AMOR.
COM A DEMANDA NATURAL DO SER HUMANO, FOI POSSÍVEL RESGATAR NOVAMENTE O AMOR, E FAZER COM QUE O SOFRIMENTO SE AFASTASSE DO SER HUMANO. CONECTORES DE VIDA AVANÇAMOS NO SER HUMANO EM TEMPO DE OCUPAÇÃO CEREBRAL, NAS CONEXÕES DE CONSCIÊNCIA QUE DURANTE O DIA PEDIA CONTATO O HUMANO COM AS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS E TERRENAS.
O AMOR ESTAVA ENRAIZADO COM SOFRIMENTO, E TIVEMOS QUE ATIVAR NOVAMETNE OS CONECTORES DO INÍCIO DE COMO SERIA DE FATO A EXPRESSSÃO E CONCEITUAÇÃO DO AMOR.
TIVEMOS QUE RETIRAR O SOBRESSALENTE DE PERDAS OBJETAIS NA FORMAÇÃO DO AMOR. TIVEMOS QUE TIRAR O EXDENDE DE DOR E SOFRIMENTO PARA A FORMAÇÃO DO AMOR. TIVEMOS QUE AVANÇAR ALGUNS CONCEITOS DO QUE COLOCAR NA CÁPSULA DE FORMAÇÃO DO AMOR.
VIDAS TINHA QUE SALVAR,... TIVEMOS QUE APRENDER A PRESERVAR,... FAZER LISTAS PARA PONTUAR EM CONSERVAÇÃO, MANUTENÇÃO E PRESERVAÇÃO DA VIDA. MOSTRAR EM IDENTIDADE QUE NOSSA DEMANDA NATURAL ERA MESMO A ELEVAÇÃO DO HUMANO PARA SUA VIDA ETERNA. DENTRO DOS CRITÉRIOS DE MANSIDÃO E SABEDORIA. E APRESENTAMOS O QUERUBIM DO AMOR RECONECTADO, ESTANDO EM EXERCÍCIO PLENO DE SUA SABEDORIA.
E DO AMOR E DO NIVELAMENTO DO DESAMOR AFLOROU UMA VISÃO EM ECOSSISTEMA, QUE PERMITIA O NUTRIR DA VIDA, O CAMINHAR TRANSQUILO E LÚCIDO E SERENO.
QUE É A BASE DO RESPEITO, QUE É A BASE DOS VALORES DA ALMA, QUE É A BASE DAS FEIÇÕES DO BELO E DA MANUTENÇÃO DO CORPO.

FIM!!!
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Pão PIZZA:
02 - Pães FRANCESES ADORMECIDOS;
1/2 - TOMATE VERMELHO;
1 - Porção de Molho de tomate;
10 - FATIAS DE PIMENTÃO;
2 - FATIAS DE QUEIJO;
2 - Porções de frango DESFIADO/PRESUNTO/PEITO DE PERU/CARNE MOÍDA/CALABREZA;
5 - AZEITONAS;
50 - GRAMAS DE MILHO/ERVILHA/UVAS PASSAS;
2 - PITADAS DE ORÊGANO.
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Vicissitudes da Formação de um Psicanalista
Vicissitudes da Formação de um Psicanalista
Presentes na mesa:
Miriam Ritter
Presidente da SPBsb
Nilde Jacob Parada Franch
Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Carlos de Almeida Vieira
Diretor do Instituto de Psicanálise VLB
Vicissitudes - São aspectos mutáveis ou que expressam diversidade de elementos que colaboram com alternativas para um algo definido em que um fator temporal esteja presente e seja agente desta métrica de mudanças. Como ente variante ele permite a geração de dualidade e ambiguidade quando serve de fator de comparação entre atributos distintos. Por esta razão pode ser um laço criado para manifestar o retorno de um processo na forma de um revés a uma característica passada que se torna forte e operante em um dado momento, como também representar uma eventualidade ou acaso no qual os aspectos se comportam na geração de informações sobre um todo integrado.
O Psicanalista e Diretor Carlos de Almeida Vieira, cita a obra de Affonso Romano Sant´anna %u2013 Canibalismo Amoroso %u2013 como um convite harmonioso para um desaprender da lição como frisa o autor que é preciso elaborar na idade em que se ensina o que se sabe, como também existe uma fase distinta percebida na forma de outra idade que se ensina o que não se sabe.
O canibalismo é um traço em nossa cultura, mas muito significativo do que se pensa, tendo gerado até movimentos estéticos vanguardistas na Europa e no Brasil no princípio do século. Não é à toa eu o cristianismo é tido como representante, no Ocidente, da ordem canibal ancestral.
...
A literatura pode ser tomada como um reservatório do imaginário social. Poemas e romances são uma dramatização das pulsões coletivas. Pode-se entender o texto, na verdade, como uma variante do mito e do sonho. O texto literário é um sonho coletivo, como demonstram os %u201Cbest-sellers%u201D.
Affonso Romano Sant´anna
Carlos afirma que o aprendizado é um processo contínuo e por esta razão é preciso aprender, com maior saber possível.
A Psicanalista Nilde Jacob identificou o forte papel do SPBsb na formação continuada de 823 analistas em que a Sociedade de Psicanálise de Brasília %u2013 SPBsb %u2013 conta com uma gama de mais de 20 cursos para todos que desejarem seguir o caminho psicanalítico. A educadora frisa que o conhecimento é infinito e a formação é uma forma de estar em sintonia com os valores e o aprendizado para transformar pessoas em verdadeiros cidadãos integrados na sociedade tanto da noção de imersão do paciente no meio social, como também dos atributos de integração do analista como peça de transformação do aprendizado absorvido durante o processo de formação. Mas o que leva alguém a buscar a trilhar este caminho? Os fatores são múltiplos e sua ideação nunca chega ao fim. O primeiro psicanalista Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856 na cidade de Freiburg in Mähren %u2013 na época pertencente ao Império Austríaco, e hoje em 2015 atual República Tcheca e aos 4 anos de idade veio a migrar para a cidade de Viena. Seu pai era um comerciante de lãs, e seu a Avô e Bisavô foram Rabinos, imerso em uma família de grande cultura Freud conseguiu desenvolver uma importante formação humanística. Antes dos 17 anos Já havia lido o livro Rei Édipo %u2013 Sófocles %u2013 e seu interesse pela literatura trazia um profundo questionamento de vida que facilitou seu egresso na Universidade de Viena.
O jovem Freud demostrava uma enorme curiosidade sobre os processos que levavam a percepção das emoções humanas, também não menos importante uma paixão bastante acolhedora para tudo que representasse a antiguidade clássica, que acentuou o seu gosto por coleções de antiguidades. Assim, precocemente já estava predestinado como um arqueólogo da mente humano, pois sobre seu arcabouço conceitualista estava sua posição convergente para observar os fenômenos sociais de sua época, na forma que o homem construía sua arqueologia e da observação dos processos que a mente humana utilizava para criar o momento comportamental social.
Então este primeiro psicanalista fabricou dento de si a condição primária para a análise que é o manter-se atento ao desencadeamento dos conflitos, na busca do entendimento através da leitura, a observação das vivências como insumo didático do ensinamento que se incorpora ao ser humano e que não pode ser simplesmente desprezado, tudo isto colaborou para que a construção de sua identidade gerasse uma sintonia de propósito de vasculhar a alma humana para encontrar as respostas de suas profundas inquietudes sobre a mente humana.
Na esperança de ser ajudado a compreender o ser humano em toda sua plenitude, Freud escreveu para seu amigo Pfister mais de 300 cartas em um espaço bem curto de tempo. Freud bem cedo aprendeu a enfrentar a dor de se expor, e utilizava como método a articulação das ideias seguida de profundas reformulações toda vez que sentia um avanço do pensamento descrito anteriormente, esse não medo de se expressar muito contribuiu para a geração dos seus insights de que era necessário a autoexposição de fatos para que as pessoas compreendessem a si mesmas na forma de uma livre associação que conduziria pessoas para a cura de suas aflições mais profundas.
Se as vivências são tão importantes para a compreensão humana o contato de Freud com a Literatura, em especial Dom Quixote - Miguel Servantes (1605) - o introduziram no aprendizado do espanhol para melhor compreensão da obra que lhe despertou grande interesse analítico.
DON QUIXOTE, nobre cavaleiro da Mancha, amigo e protetor dos sofredores, amante da imortal Dulcinéia del Toboso e dono do fiel Rocinante: cobre teu rosto com ambas as mãos para que não se note sua vergonha ante a ofensa que acabam de infligir-te; porque nunca te ofenderam tanto como hoje, trezentos anos depois daquele dia inesquecível em que
abandonaste pela primeira vez tua casa e teus amigos para percorrer o mundo em defesa da justiça e para fazer ressuscitar a fama eterna da cavalaria andante.
Rodolf Rocker (1905)
Acontece muitas vezes ter um pai um filho feio e extremamente desengraçado, mas o amor paternal lhe põe uma peneira nos olhos para que não veja estas enormidades, antes as julga como discrições e lindezas, e está sempre a contá-las aos seus amigos, como agudezas e donaires.
Miguel de Cervantes (160)
A construção do pensamento de Freud não foi bem recebida dentro de uma linha de pensamento tolerante, ainda jovem aos seus 42 anos Freud quando expôs o caso de analítico de uma paciente conhecida como Anna O. ao completar sua explanação fora recebido com total indiferença pela percepção de um silêncio aterrador seguido de vaias, consternação e abandono por parte dos médicos do ressinto acadêmico em sinal de profunda indignação com os estudos de Freud.
Inteligente e atraente, Anna O. apresentava sintomas profundos de histeria, incluindo paralisia, perda de memória, deteriorização mental, náuseas e distúrbios visuais e orais. Os primeiros sintomas apareceram quando ele cuidava do pai, que sempre a mimara e estava morrendo. Dizem que ela nutria por ele uma espécie de paixão.
(Ellenberger, 1972, p. 274).
A perda da estima levou Freud a um profundo isolamento por 10 anos seguidos, assim, o livro Dom Quixote serviu de apoio na construção de sua subjetividade. Embora era pensado como um louco, ele se identificou com o lado do desprezo e passou a perceber a vida pela capacidade de absorver ataques, mas sobretudo ser capaz de manter o senso de ética e a coerência de seu propósito de vida em desvendar os segredos do psicológico humano.
Em Johann Wolfgang von Goethe, nascido em 22 de março de 1832 em Frankfurt am Main - Alemanha - encontrou a forma mais adequada de inspirar a lógica de transcrição de seus escritos.
A gente humilde do lugar já me conhece e estima, sobretudo as crianças. A princípio, quando os abordava e interrogava, amigavelmente, a respeito disto ou daquilo, alguns, supondo que era para troçar deles, me repeliam rudemente. Eu não me agastava; porém, isso fez-me sentir mais vivamente a verdade de uma observação por mim muitas vezes feita. As pessoas de condição elevada mantem habitualmente uma fria reserva para com a gente comum, só pelo temor de diminuir- se com essa aproximação. Além disso, há os imprudentes que só fingem condescendência para melhor ferir, com seus modos arrogantes, a gente humilde.
Johann Wolfgang von Goethe (1774) - Os Sofrimentos do Jovem Werther
Assim o desenvolvimento de sua literatura muito contribuiu para enriquecer suas vivências, bem como a absorção da cultura por meio do teatro foram possíveis decifrar os enigmas da condição humana.
Freud sentia um encantamento profundo pelas obras de William Shakespeare, nascido em 23 de abril de 1564 na cidade de Stratford-upon-Avon, Inglaterra, em que elementos profundos da psique humana como inveja, ciúmes, transferência, egoísmo, desejos, sentimentos da alma foram profundamente encenados como condições de formação do humor e do modo de representação da vida na lida com tais atos.
A peça teatral que mais chamou a atenção de Sigmund Freud, constatado através de registro de cartas em que Freud encaminhava recomendando a trama de 5 atos sendo a segunda peça teatral mais extensa de Shakespeare para seus amigos, familiares e sua noiva fora Ricardo III pela capacidade de representar o aspecto sanguinário presente dentro do arcabouço da ideação humana.
Para Freud o vilão imaginário que difere do personagem público de sua época como os fatos narrados da trama foram construídos, é a representação assintótica do comportamento vulgar comum a todos os seres humanos em que a percepção de nossas obsessões pela vida nos toram vilões pela observação de nossas desvantagens congênitas e passamos a perseguir um imaginário de bem querer a nós próprios que nos fazem acreditar pelo aprendizado o desejo interno por uma reparação que a presença deste narcisismo interno que nos afeta a realçar o que entendemos como belo dentro de nós a vantagem reparadora pelos atos que não nos satisfazem no repercutir de uma vida associativa com outros seres. Portanto uma coisa é como se verdadeira mente é, e outra, como somos capazes de nos percebermos ao estarmos inseridos no mundo.
Ricardo (Duque de Glucester) Oxalá fossem, para eu neste instante morrer, porque eles me matam agora de uma morte viva. Esses teus olhos arrancaram dos meus lágrimas amargas, envergonharam-lhes o aspecto com uma chuva de gotas infantis; estes olhos, que nunca derramaram uma só lágrima de remorso. Nem quanto meu pai York e Eduardo coraram ao ouvir o queixume plangente que Rutland soltou quando o negro Clifford o trespassou com a espada, nem quando o teu belicoso pai, como criança, contou a triste história da morte de meu pai, e vinte vezes parou soluçando e chorando, de tal guisa que toda a companhia tinha as faces molhadas como árvores desfeitas pela chuva. Naquela hora triste meus olhos viris desprezaram até uma humilde lágrima. E o que estas penas não lograram causar, logrou tua formosura, e como o próprio choro os cegou. Nunca supliquei a amigo, o inimigo, minha língua nunca experimentou suave e lisonjeira fala, mas eis que tua formosura é o reino que eu desejo, o meu orgulhoso coração suplica, e força a minha língua a falar. (Ela olha para ele com escárnio) Não ensines a teus lábios escárnio tal, porque foram feitos, senhora, para beijar, e não para tal desdém. Se teu coração, prenhe de vingança, não pode perdoar, aqui está, entrego-te esta espada de ponta afiada, para que a enterres, se te apraz, neste peito leal, e deixa partir a alma que te adora, expondo-o nu ao golpe mortal e de joelhos, humilde, te imploro a morte. (Ajoelha-se descobre o peito, oferece-o ao mesmo tempo que a espada) Não, não hesites, porque eu matei o Rei Henrique, mas foi a tua formosura que a tal me conduziu. Vá, depressa, fui eu que apunhalei o jovem Eduardo, mas foi o teu rosto celestial que a isso me forçou. (Ela deixa cair a espada) Levanta a espada, ou levanta-me a mim.
ANA %u2013 Ergue-te, homem enganador. Embora eu deseje a tua morte. (Ele levanta-se) Não serei eu o teu carrasco.
RICARDO (Duque de Gloucester) - Ordena então que eu me mate e fá-lo- ei.
Ana - Já ordenei.
William Shakespeare %u2013 Ricardo III
O mundo respira maldade, como se pode extrair da obra de Shakespeare - Ricardo III %u2013 então o homem utiliza de artifícios para a justificativa de seu comportamento social, e, sob a ótica da vida de Ricardo III idealizado por Shakespeare o comportamento da pessoa pública foi fortemente moldada pela influência em sua vida compartilhada com mais 11 irmãos. Em que a retórica pela busca do poder era parte de sua constituição psíquica. Será que Ricardo III, não da obra Shakespeariana, mas o da vida real teria condições de fugir do seu determinismo pela busca do poder diante de seu destino? Onde estaria imerso o seu livre arbítrio em demonstrar uma postura-identidade sobre sua personalidade em exercer o seu livre arbítrio por um comportamento diferente do seu ideal esperado?
Falhas no condicionamento psíquico têm motivos válidos e determinados por motivos inconscientes. Talvez este seja o grande insumo que as representações literárias foram capazes de transmitir a Freud para que ele gerasse toda uma teoria analítica que servisse para a melhor compreensão dos seres humanos.
A motivação consciente não se estende por todas as nossas decisões, o destino do ser humano está legado mais a sua capacidade de projetar escolhas e seguir um caminho que melhor represente o seu espaço interior. A curiosidade, a tenacidade, o interesse pelos sentimentos humanos, os fatores expositivos, as palavras com clareza, as palavras que denotam deformidades, a coragem para mudar o que personalidade se manifesta em estado de inquietação, são atributos que podem ser extraídos como formadores de insumos em que os mecanismos de análise utilizaram para a compreensão da percepção humana.
Não menos importante também se apresenta na forma de motivação, dos fatores de personalidade ambiental, no modo que nós tomamos as discussões, torna capaz de fazer com que a compreensão do ser humano seja ampliada e diversificada.
As escolas privilegiam geralmente ângulos de visão muito vastos, outras porém procuram segmentar visões ao longo de eixos centrados em aspectos específicos com foco em algumas estruturas de comportamento conforme o aprendizado de alguns doutrinadores chaves. Estas últimas tentam criar sobre os aprendizes uma interdisciplinaridade em vez de alçar voo por um espaço mais complexo da intradisciplinaridade. Convém lembrar que para o intrapsíquico nós agregamos o pessoal.
O estudo do bebê, por exemplo, na formação com a mãe, na percepção da dupla, as condições psíquicas de um e de outro vão se aproximando e convivendo. Diante do parágrafo anterior, é fato que o foco central dentro do inter-relacionamento doutrinário leva os praticantes do saber a centrar seus esforços dentro de uma linha de argumento teórico que traduz uma perspectiva em que a profundidade teórica é obtida pela incorporação dos valores observacionais do arcabouço observacional. Enquanto o trabalho intradisciplinar iria verificar a disparidade entre os diversos métodos que afetam a percepção do olhar teórico em face da representação da subjetividade acadêmica.
A personalidade do analista é moldada para canaliza as condições psíquicas do analista, pela análise pessoal, os estudos teóricos, as contribuições vivenciais,... A formação garante que um analista passe a enfrentar as condições de trabalho clínico, a desenvolver sua capacidade emocional, a visualizar suas armadilhas egoicas que atrapalham o entendimento, a contribuir para a geração de insights necessários para a análise propriamentemente dita sobre o processo e suas vivências na própria instituição.
A análise de formação é longa e traz uma sequência para a criação de autossuficiência de base transformadora e condizente com o tamanho do conhecimento que necessita ser adquirido.
O fato é que quando uma pessoa se projeta sobre a análise ela se depara com constituintes psíquicos que levam os aspectos cognitivos a manifestarem a ganância, o egoísmo, excentricidade, ressentimentos, tudo de forma aflorado como os verificados na obra Shakespeariana Ricardo III razão que lidar com a temática da absorção para eliminação do conflito requer que o sentido do trabalho analítico faça valer apena a percepção da vida.
Então é conveniente perceber que a análise pode ser visualizada através de duas normas: a esfera didática; e, a esfera de tratamento. A percepção da análise é uma só, o empenho na análise didática é obtido graças a frequência na visualização das situações-problemas porque sobre elas existe o registro de fortes interpolações de resistências como algo inconsciente. Porque o que não gostamos em nós mesmos, nós queremos mudar.
Portanto escutar alguém que está na busca em sua queixa cotidiana para uma transformação positiva de sua vida todos os dias, torna mais fácil compreender os mecanismos de afetação que desencadeiam as situações de inconformidade com o modelo de vida adotado por uma pessoa que busque auxílio.
É preciso construir na análise uma identidade aos pares, em que o paciente passe a trabalhar com sua significação das coisas de forma livre e ao mesmo tempo construir a intensidade e os aprofundamentos necessários para o seu desenvolvimento pela elevação do grau de confiança e receptividade para com o analista, que levará o paciente a visualizar a construção de seu pensamento que devolverá a essência para uma vida mais centrada em abstrações e subjetividades que irão conduzi-los a estados de prazer e satisfação mais recorrentes em sua vida.
Convém lembrar que o analista não é um interprete do paciente. O analista também sente as percepções físicas de seu paciente, sobre este é desencadeado fleches de percepções oníricas que muito contribuem para o direcionamento do olhar do paciente que o irá auxiliar a voltar o olhar para si mesmo e encontrar por si próprio de forma mais rápida as soluções para suas aflições que tanto ele procurava. Então no consultório são duas mentes que estão em comunicação o tempo todo, através de vivências não verbais.
Para exemplificar a Analista Nilde Jacob transcreve a história de um paciente que tinha como aspecto laboral em sua vida fazer laudos em um centro médico que a procurou por estar com uma mente com bastantes conflitos. Ao se deitar no divã, o paciente encontrava-se em estado incompreensível, sua mente projetava sua fala através de murmúrios da manifestação enigmática de seu pensamento. Com o tempo, o alívio e relaxamento do paciente o induziram a manifestar de forma corrente sua fala.
Quando a analista precisou mudar o endereço do seu consultório, nas primeiras sessões o paciente voltou a tornar o processo de comunicação na forma de murmúrios, o que levou o analista a manifestar um fleche onírico sobre sua psique.
O insight levou a analista a manifestar sua apreensão do fato intransponível do aspecto da comunicação entre as partes, então o paciente sai de seu estado alterado para explicar no seu devido tempo de maturação com a convivência com o analista, que durante muito tempo passava horas a observar diante do chuveiro reflexos de fumaça reproduzidos pelas gotículas do chuveiro quente. Uma outra vida se abria para este paciente que visualiza na projeção da ideia onírica uma outa vida, mais intensa, com outras pessoas, em que um mundo mais agradável se abria para ele. Em que os espaços infantis revelaram um momento passado de sua vida quando ainda muito criança os seus pais ganharam bolsas de estudo e formam morar no exterior.
Sua vaga lembrança levava a crer que o seu olhar sombrio e enigmático da partida dos seus pais em um ambiente doméstico para a vida acadêmica em que a língua estranha e sua face grudada na tristeza de uma janela condensada por flocos de neve remetia a uma profunda sensação de angústia pela separação dos pais por um longo momento em que o sentido de desamparo se fazia presente sobre aquela criança que somente tinha a compreensão de seus pais no advento da comunicação quando eles se deslocavam para a faculdade.
Como você pode reparar foi necessário despertar a vivência para que o fato do sofrimento presente fosse completamente compreendido que estava oculto do consciente daquele paciente. A lembrança da situação é o avanço da análise. Em que as vivências da criança de muita angústia foram geradas em uma época que a representação simbólica dela não estava formada de forma verbalizada e ideográfica, que de certa forma passaram a representar no analista na forma de uma percepção de transferência onírica. Neste processo o analista está profundamente afetado e envolvido no processo de conhecimento de seu paciente ao ponto do despertar do interesse do analista projetar a peça da construção do problema que servirá como alavanca que irá promover a recordação intensa do paciente.
Os analistas devem ser sensíveis para as possibilidades do analisando em torno de si mesmo. É necessário ao analista perceber o limite do seu paciente e o ritmo desejado por ele mesmo em torno de seu progresso de interpretação da reconstrução psíquica. A defesa do analista não é uma condição ruim, mas tem que criar a disposição para ver aquilo que contribui para o progresso do paciente.
A precipitação do analista gera impasse na percepção da análise, gerando resistência do paciente, o que rompe a relação humana entre paciente e o analista. O analista necessita criar uma capacidade de espera para que a intervenção decorra de um processo natural em que o paciente esteja preparado para o seu próprio despertar. Deve o analista trabalhar com uma capacidade de projeção negativa de coisas que percebe sobre seus pacientes, para esperar o momento exato de prestar o auxílio que ele tanto dependa e a condição favorável da introdução enigmática da pergunta possa conduzir o paciente a verbalização da solução de seu conflito.
Não existe uma regra geral, têm pessoas que se focam na análise e não seguem um movimento disperso em torno do saber.
Tinha uma época que se dizia para não pegar o bebê no colo porque ele iria ficar mal acostumado, no processo de análise a dependência é um algo relativo em que converge para uma maturação aos pares (entre analista e paciente). O importante da análise é ver a dependência quando é necessária para a promoção do tratamento. Por outro lado quando está presente um aspecto de simbiose, a sua existência decorre da visualização de uma relação patológica que necessita ser trabalhada durante o ato de análise.
O ideal é o tempo em que um ou outro esquece a relação analista-paciente e os pares passam a se enxergar como iguais (Didata e Candidata). Para que este estado de desambiguação seja construído é necessário haver frequência de trabalho e um tratamento inicial requer no mínimo 4 consultas semanais, porque assim como um estudioso de piano necessita exercitar sua mente para a perfeição no piano, também o é o paciente que busca aprimorar para tocar sua alma na construção daquilo que irá devolver a canção harmônica de sua identidade. E a construção quando interrompida de forma muito espaçada trás sobre o paciente a situação-problema de memorização de suas angústias reduzindo suas chances de sucesso no tratamento pela inabilidade de representar o seu estado de angústia presente, mas um modelo histológico de seus sofrimentos dificultando o trabalho do analítico e os fatores que necessitam ser trabalhados de forma exaustivas que foram acumulados no decorrer da semana.
O número de sessões vai depender da gama de elevação do entendimento que um e outro indivíduo quer absorver sobre si mesmo. É necessário visitar as áreas da personalidade para chegar dentro do equilíbrio didata do processo aso pares. Trabalhar em profundidade inclusive por sobre os fenômenos transferenciais é algo muito complexo.
Uma análise tem uma dimensão muito grande em torno de um eixo científico- artístico. A psicanálise é uma arte de viver que para se tocar uma vez por semana não irá contribuir para a lapidação que irá projetar uma bela canção ao tocar a alma humana no sentido do progresso sensorial.
Vicissitudes da Formação de um Psicanalista
Presentes na mesa:
Miriam Ritter
Presidente da SPBsb
Nilde Jacob Parada Franch
Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Carlos de Almeida Vieira
Diretor do Instituto de Psicanálise VLB
Vicissitudes - São aspectos mutáveis ou que expressam diversidade de elementos que colaboram com alternativas para um algo definido em que um fator temporal esteja presente e seja agente desta métrica de mudanças. Como ente variante ele permite a geração de dualidade e ambiguidade quando serve de fator de comparação entre atributos distintos. Por esta razão pode ser um laço criado para manifestar o retorno de um processo na forma de um revés a uma característica passada que se torna forte e operante em um dado momento, como também representar uma eventualidade ou acaso no qual os aspectos se comportam na geração de informações sobre um todo integrado.
O Psicanalista e Diretor Carlos de Almeida Vieira, cita a obra de Affonso Romano Sant´anna %u2013 Canibalismo Amoroso %u2013 como um convite harmonioso para um desaprender da lição como frisa o autor que é preciso elaborar na idade em que se ensina o que se sabe, como também existe uma fase distinta percebida na forma de outra idade que se ensina o que não se sabe.
O canibalismo é um traço em nossa cultura, mas muito significativo do que se pensa, tendo gerado até movimentos estéticos vanguardistas na Europa e no Brasil no princípio do século. Não é à toa eu o cristianismo é tido como representante, no Ocidente, da ordem canibal ancestral.
...
A literatura pode ser tomada como um reservatório do imaginário social. Poemas e romances são uma dramatização das pulsões coletivas. Pode-se entender o texto, na verdade, como uma variante do mito e do sonho. O texto literário é um sonho coletivo, como demonstram os %u201Cbest-sellers%u201D.
Affonso Romano Sant´anna
Carlos afirma que o aprendizado é um processo contínuo e por esta razão é preciso aprender, com maior saber possível.
A Psicanalista Nilde Jacob identificou o forte papel do SPBsb na formação continuada de 823 analistas em que a Sociedade de Psicanálise de Brasília %u2013 SPBsb %u2013 conta com uma gama de mais de 20 cursos para todos que desejarem seguir o caminho psicanalítico. A educadora frisa que o conhecimento é infinito e a formação é uma forma de estar em sintonia com os valores e o aprendizado para transformar pessoas em verdadeiros cidadãos integrados na sociedade tanto da noção de imersão do paciente no meio social, como também dos atributos de integração do analista como peça de transformação do aprendizado absorvido durante o processo de formação. Mas o que leva alguém a buscar a trilhar este caminho? Os fatores são múltiplos e sua ideação nunca chega ao fim. O primeiro psicanalista Sigmund Freud nasceu em 6 de maio de 1856 na cidade de Freiburg in Mähren %u2013 na época pertencente ao Império Austríaco, e hoje em 2015 atual República Tcheca e aos 4 anos de idade veio a migrar para a cidade de Viena. Seu pai era um comerciante de lãs, e seu a Avô e Bisavô foram Rabinos, imerso em uma família de grande cultura Freud conseguiu desenvolver uma importante formação humanística. Antes dos 17 anos Já havia lido o livro Rei Édipo %u2013 Sófocles %u2013 e seu interesse pela literatura trazia um profundo questionamento de vida que facilitou seu egresso na Universidade de Viena.
O jovem Freud demostrava uma enorme curiosidade sobre os processos que levavam a percepção das emoções humanas, também não menos importante uma paixão bastante acolhedora para tudo que representasse a antiguidade clássica, que acentuou o seu gosto por coleções de antiguidades. Assim, precocemente já estava predestinado como um arqueólogo da mente humano, pois sobre seu arcabouço conceitualista estava sua posição convergente para observar os fenômenos sociais de sua época, na forma que o homem construía sua arqueologia e da observação dos processos que a mente humana utilizava para criar o momento comportamental social.
Então este primeiro psicanalista fabricou dento de si a condição primária para a análise que é o manter-se atento ao desencadeamento dos conflitos, na busca do entendimento através da leitura, a observação das vivências como insumo didático do ensinamento que se incorpora ao ser humano e que não pode ser simplesmente desprezado, tudo isto colaborou para que a construção de sua identidade gerasse uma sintonia de propósito de vasculhar a alma humana para encontrar as respostas de suas profundas inquietudes sobre a mente humana.
Na esperança de ser ajudado a compreender o ser humano em toda sua plenitude, Freud escreveu para seu amigo Pfister mais de 300 cartas em um espaço bem curto de tempo. Freud bem cedo aprendeu a enfrentar a dor de se expor, e utilizava como método a articulação das ideias seguida de profundas reformulações toda vez que sentia um avanço do pensamento descrito anteriormente, esse não medo de se expressar muito contribuiu para a geração dos seus insights de que era necessário a autoexposição de fatos para que as pessoas compreendessem a si mesmas na forma de uma livre associação que conduziria pessoas para a cura de suas aflições mais profundas.
Se as vivências são tão importantes para a compreensão humana o contato de Freud com a Literatura, em especial Dom Quixote - Miguel Servantes (1605) - o introduziram no aprendizado do espanhol para melhor compreensão da obra que lhe despertou grande interesse analítico.
DON QUIXOTE, nobre cavaleiro da Mancha, amigo e protetor dos sofredores, amante da imortal Dulcinéia del Toboso e dono do fiel Rocinante: cobre teu rosto com ambas as mãos para que não se note sua vergonha ante a ofensa que acabam de infligir-te; porque nunca te ofenderam tanto como hoje, trezentos anos depois daquele dia inesquecível em que
abandonaste pela primeira vez tua casa e teus amigos para percorrer o mundo em defesa da justiça e para fazer ressuscitar a fama eterna da cavalaria andante.
Rodolf Rocker (1905)
Acontece muitas vezes ter um pai um filho feio e extremamente desengraçado, mas o amor paternal lhe põe uma peneira nos olhos para que não veja estas enormidades, antes as julga como discrições e lindezas, e está sempre a contá-las aos seus amigos, como agudezas e donaires.
Miguel de Cervantes (160)
A construção do pensamento de Freud não foi bem recebida dentro de uma linha de pensamento tolerante, ainda jovem aos seus 42 anos Freud quando expôs o caso de analítico de uma paciente conhecida como Anna O. ao completar sua explanação fora recebido com total indiferença pela percepção de um silêncio aterrador seguido de vaias, consternação e abandono por parte dos médicos do ressinto acadêmico em sinal de profunda indignação com os estudos de Freud.
Inteligente e atraente, Anna O. apresentava sintomas profundos de histeria, incluindo paralisia, perda de memória, deteriorização mental, náuseas e distúrbios visuais e orais. Os primeiros sintomas apareceram quando ele cuidava do pai, que sempre a mimara e estava morrendo. Dizem que ela nutria por ele uma espécie de paixão.
(Ellenberger, 1972, p. 274).
A perda da estima levou Freud a um profundo isolamento por 10 anos seguidos, assim, o livro Dom Quixote serviu de apoio na construção de sua subjetividade. Embora era pensado como um louco, ele se identificou com o lado do desprezo e passou a perceber a vida pela capacidade de absorver ataques, mas sobretudo ser capaz de manter o senso de ética e a coerência de seu propósito de vida em desvendar os segredos do psicológico humano.
Em Johann Wolfgang von Goethe, nascido em 22 de março de 1832 em Frankfurt am Main - Alemanha - encontrou a forma mais adequada de inspirar a lógica de transcrição de seus escritos.
A gente humilde do lugar já me conhece e estima, sobretudo as crianças. A princípio, quando os abordava e interrogava, amigavelmente, a respeito disto ou daquilo, alguns, supondo que era para troçar deles, me repeliam rudemente. Eu não me agastava; porém, isso fez-me sentir mais vivamente a verdade de uma observação por mim muitas vezes feita. As pessoas de condição elevada mantem habitualmente uma fria reserva para com a gente comum, só pelo temor de diminuir- se com essa aproximação. Além disso, há os imprudentes que só fingem condescendência para melhor ferir, com seus modos arrogantes, a gente humilde.
Johann Wolfgang von Goethe (1774) - Os Sofrimentos do Jovem Werther
Assim o desenvolvimento de sua literatura muito contribuiu para enriquecer suas vivências, bem como a absorção da cultura por meio do teatro foram possíveis decifrar os enigmas da condição humana.
Freud sentia um encantamento profundo pelas obras de William Shakespeare, nascido em 23 de abril de 1564 na cidade de Stratford-upon-Avon, Inglaterra, em que elementos profundos da psique humana como inveja, ciúmes, transferência, egoísmo, desejos, sentimentos da alma foram profundamente encenados como condições de formação do humor e do modo de representação da vida na lida com tais atos.
A peça teatral que mais chamou a atenção de Sigmund Freud, constatado através de registro de cartas em que Freud encaminhava recomendando a trama de 5 atos sendo a segunda peça teatral mais extensa de Shakespeare para seus amigos, familiares e sua noiva fora Ricardo III pela capacidade de representar o aspecto sanguinário presente dentro do arcabouço da ideação humana.
Para Freud o vilão imaginário que difere do personagem público de sua época como os fatos narrados da trama foram construídos, é a representação assintótica do comportamento vulgar comum a todos os seres humanos em que a percepção de nossas obsessões pela vida nos toram vilões pela observação de nossas desvantagens congênitas e passamos a perseguir um imaginário de bem querer a nós próprios que nos fazem acreditar pelo aprendizado o desejo interno por uma reparação que a presença deste narcisismo interno que nos afeta a realçar o que entendemos como belo dentro de nós a vantagem reparadora pelos atos que não nos satisfazem no repercutir de uma vida associativa com outros seres. Portanto uma coisa é como se verdadeira mente é, e outra, como somos capazes de nos percebermos ao estarmos inseridos no mundo.
Ricardo (Duque de Glucester) Oxalá fossem, para eu neste instante morrer, porque eles me matam agora de uma morte viva. Esses teus olhos arrancaram dos meus lágrimas amargas, envergonharam-lhes o aspecto com uma chuva de gotas infantis; estes olhos, que nunca derramaram uma só lágrima de remorso. Nem quanto meu pai York e Eduardo coraram ao ouvir o queixume plangente que Rutland soltou quando o negro Clifford o trespassou com a espada, nem quando o teu belicoso pai, como criança, contou a triste história da morte de meu pai, e vinte vezes parou soluçando e chorando, de tal guisa que toda a companhia tinha as faces molhadas como árvores desfeitas pela chuva. Naquela hora triste meus olhos viris desprezaram até uma humilde lágrima. E o que estas penas não lograram causar, logrou tua formosura, e como o próprio choro os cegou. Nunca supliquei a amigo, o inimigo, minha língua nunca experimentou suave e lisonjeira fala, mas eis que tua formosura é o reino que eu desejo, o meu orgulhoso coração suplica, e força a minha língua a falar. (Ela olha para ele com escárnio) Não ensines a teus lábios escárnio tal, porque foram feitos, senhora, para beijar, e não para tal desdém. Se teu coração, prenhe de vingança, não pode perdoar, aqui está, entrego-te esta espada de ponta afiada, para que a enterres, se te apraz, neste peito leal, e deixa partir a alma que te adora, expondo-o nu ao golpe mortal e de joelhos, humilde, te imploro a morte. (Ajoelha-se descobre o peito, oferece-o ao mesmo tempo que a espada) Não, não hesites, porque eu matei o Rei Henrique, mas foi a tua formosura que a tal me conduziu. Vá, depressa, fui eu que apunhalei o jovem Eduardo, mas foi o teu rosto celestial que a isso me forçou. (Ela deixa cair a espada) Levanta a espada, ou levanta-me a mim.
ANA %u2013 Ergue-te, homem enganador. Embora eu deseje a tua morte. (Ele levanta-se) Não serei eu o teu carrasco.
RICARDO (Duque de Gloucester) - Ordena então que eu me mate e fá-lo- ei.
Ana - Já ordenei.
William Shakespeare %u2013 Ricardo III
O mundo respira maldade, como se pode extrair da obra de Shakespeare - Ricardo III %u2013 então o homem utiliza de artifícios para a justificativa de seu comportamento social, e, sob a ótica da vida de Ricardo III idealizado por Shakespeare o comportamento da pessoa pública foi fortemente moldada pela influência em sua vida compartilhada com mais 11 irmãos. Em que a retórica pela busca do poder era parte de sua constituição psíquica. Será que Ricardo III, não da obra Shakespeariana, mas o da vida real teria condições de fugir do seu determinismo pela busca do poder diante de seu destino? Onde estaria imerso o seu livre arbítrio em demonstrar uma postura-identidade sobre sua personalidade em exercer o seu livre arbítrio por um comportamento diferente do seu ideal esperado?
Falhas no condicionamento psíquico têm motivos válidos e determinados por motivos inconscientes. Talvez este seja o grande insumo que as representações literárias foram capazes de transmitir a Freud para que ele gerasse toda uma teoria analítica que servisse para a melhor compreensão dos seres humanos.
A motivação consciente não se estende por todas as nossas decisões, o destino do ser humano está legado mais a sua capacidade de projetar escolhas e seguir um caminho que melhor represente o seu espaço interior. A curiosidade, a tenacidade, o interesse pelos sentimentos humanos, os fatores expositivos, as palavras com clareza, as palavras que denotam deformidades, a coragem para mudar o que personalidade se manifesta em estado de inquietação, são atributos que podem ser extraídos como formadores de insumos em que os mecanismos de análise utilizaram para a compreensão da percepção humana.
Não menos importante também se apresenta na forma de motivação, dos fatores de personalidade ambiental, no modo que nós tomamos as discussões, torna capaz de fazer com que a compreensão do ser humano seja ampliada e diversificada.
As escolas privilegiam geralmente ângulos de visão muito vastos, outras porém procuram segmentar visões ao longo de eixos centrados em aspectos específicos com foco em algumas estruturas de comportamento conforme o aprendizado de alguns doutrinadores chaves. Estas últimas tentam criar sobre os aprendizes uma interdisciplinaridade em vez de alçar voo por um espaço mais complexo da intradisciplinaridade. Convém lembrar que para o intrapsíquico nós agregamos o pessoal.
O estudo do bebê, por exemplo, na formação com a mãe, na percepção da dupla, as condições psíquicas de um e de outro vão se aproximando e convivendo. Diante do parágrafo anterior, é fato que o foco central dentro do inter-relacionamento doutrinário leva os praticantes do saber a centrar seus esforços dentro de uma linha de argumento teórico que traduz uma perspectiva em que a profundidade teórica é obtida pela incorporação dos valores observacionais do arcabouço observacional. Enquanto o trabalho intradisciplinar iria verificar a disparidade entre os diversos métodos que afetam a percepção do olhar teórico em face da representação da subjetividade acadêmica.
A personalidade do analista é moldada para canaliza as condições psíquicas do analista, pela análise pessoal, os estudos teóricos, as contribuições vivenciais,... A formação garante que um analista passe a enfrentar as condições de trabalho clínico, a desenvolver sua capacidade emocional, a visualizar suas armadilhas egoicas que atrapalham o entendimento, a contribuir para a geração de insights necessários para a análise propriamentemente dita sobre o processo e suas vivências na própria instituição.
A análise de formação é longa e traz uma sequência para a criação de autossuficiência de base transformadora e condizente com o tamanho do conhecimento que necessita ser adquirido.
O fato é que quando uma pessoa se projeta sobre a análise ela se depara com constituintes psíquicos que levam os aspectos cognitivos a manifestarem a ganância, o egoísmo, excentricidade, ressentimentos, tudo de forma aflorado como os verificados na obra Shakespeariana Ricardo III razão que lidar com a temática da absorção para eliminação do conflito requer que o sentido do trabalho analítico faça valer apena a percepção da vida.
Então é conveniente perceber que a análise pode ser visualizada através de duas normas: a esfera didática; e, a esfera de tratamento. A percepção da análise é uma só, o empenho na análise didática é obtido graças a frequência na visualização das situações-problemas porque sobre elas existe o registro de fortes interpolações de resistências como algo inconsciente. Porque o que não gostamos em nós mesmos, nós queremos mudar.
Portanto escutar alguém que está na busca em sua queixa cotidiana para uma transformação positiva de sua vida todos os dias, torna mais fácil compreender os mecanismos de afetação que desencadeiam as situações de inconformidade com o modelo de vida adotado por uma pessoa que busque auxílio.
É preciso construir na análise uma identidade aos pares, em que o paciente passe a trabalhar com sua significação das coisas de forma livre e ao mesmo tempo construir a intensidade e os aprofundamentos necessários para o seu desenvolvimento pela elevação do grau de confiança e receptividade para com o analista, que levará o paciente a visualizar a construção de seu pensamento que devolverá a essência para uma vida mais centrada em abstrações e subjetividades que irão conduzi-los a estados de prazer e satisfação mais recorrentes em sua vida.
Convém lembrar que o analista não é um interprete do paciente. O analista também sente as percepções físicas de seu paciente, sobre este é desencadeado fleches de percepções oníricas que muito contribuem para o direcionamento do olhar do paciente que o irá auxiliar a voltar o olhar para si mesmo e encontrar por si próprio de forma mais rápida as soluções para suas aflições que tanto ele procurava. Então no consultório são duas mentes que estão em comunicação o tempo todo, através de vivências não verbais.
Para exemplificar a Analista Nilde Jacob transcreve a história de um paciente que tinha como aspecto laboral em sua vida fazer laudos em um centro médico que a procurou por estar com uma mente com bastantes conflitos. Ao se deitar no divã, o paciente encontrava-se em estado incompreensível, sua mente projetava sua fala através de murmúrios da manifestação enigmática de seu pensamento. Com o tempo, o alívio e relaxamento do paciente o induziram a manifestar de forma corrente sua fala.
Quando a analista precisou mudar o endereço do seu consultório, nas primeiras sessões o paciente voltou a tornar o processo de comunicação na forma de murmúrios, o que levou o analista a manifestar um fleche onírico sobre sua psique.
O insight levou a analista a manifestar sua apreensão do fato intransponível do aspecto da comunicação entre as partes, então o paciente sai de seu estado alterado para explicar no seu devido tempo de maturação com a convivência com o analista, que durante muito tempo passava horas a observar diante do chuveiro reflexos de fumaça reproduzidos pelas gotículas do chuveiro quente. Uma outra vida se abria para este paciente que visualiza na projeção da ideia onírica uma outa vida, mais intensa, com outras pessoas, em que um mundo mais agradável se abria para ele. Em que os espaços infantis revelaram um momento passado de sua vida quando ainda muito criança os seus pais ganharam bolsas de estudo e formam morar no exterior.
Sua vaga lembrança levava a crer que o seu olhar sombrio e enigmático da partida dos seus pais em um ambiente doméstico para a vida acadêmica em que a língua estranha e sua face grudada na tristeza de uma janela condensada por flocos de neve remetia a uma profunda sensação de angústia pela separação dos pais por um longo momento em que o sentido de desamparo se fazia presente sobre aquela criança que somente tinha a compreensão de seus pais no advento da comunicação quando eles se deslocavam para a faculdade.
Como você pode reparar foi necessário despertar a vivência para que o fato do sofrimento presente fosse completamente compreendido que estava oculto do consciente daquele paciente. A lembrança da situação é o avanço da análise. Em que as vivências da criança de muita angústia foram geradas em uma época que a representação simbólica dela não estava formada de forma verbalizada e ideográfica, que de certa forma passaram a representar no analista na forma de uma percepção de transferência onírica. Neste processo o analista está profundamente afetado e envolvido no processo de conhecimento de seu paciente ao ponto do despertar do interesse do analista projetar a peça da construção do problema que servirá como alavanca que irá promover a recordação intensa do paciente.
Os analistas devem ser sensíveis para as possibilidades do analisando em torno de si mesmo. É necessário ao analista perceber o limite do seu paciente e o ritmo desejado por ele mesmo em torno de seu progresso de interpretação da reconstrução psíquica. A defesa do analista não é uma condição ruim, mas tem que criar a disposição para ver aquilo que contribui para o progresso do paciente.
A precipitação do analista gera impasse na percepção da análise, gerando resistência do paciente, o que rompe a relação humana entre paciente e o analista. O analista necessita criar uma capacidade de espera para que a intervenção decorra de um processo natural em que o paciente esteja preparado para o seu próprio despertar. Deve o analista trabalhar com uma capacidade de projeção negativa de coisas que percebe sobre seus pacientes, para esperar o momento exato de prestar o auxílio que ele tanto dependa e a condição favorável da introdução enigmática da pergunta possa conduzir o paciente a verbalização da solução de seu conflito.
Não existe uma regra geral, têm pessoas que se focam na análise e não seguem um movimento disperso em torno do saber.
Tinha uma época que se dizia para não pegar o bebê no colo porque ele iria ficar mal acostumado, no processo de análise a dependência é um algo relativo em que converge para uma maturação aos pares (entre analista e paciente). O importante da análise é ver a dependência quando é necessária para a promoção do tratamento. Por outro lado quando está presente um aspecto de simbiose, a sua existência decorre da visualização de uma relação patológica que necessita ser trabalhada durante o ato de análise.
O ideal é o tempo em que um ou outro esquece a relação analista-paciente e os pares passam a se enxergar como iguais (Didata e Candidata). Para que este estado de desambiguação seja construído é necessário haver frequência de trabalho e um tratamento inicial requer no mínimo 4 consultas semanais, porque assim como um estudioso de piano necessita exercitar sua mente para a perfeição no piano, também o é o paciente que busca aprimorar para tocar sua alma na construção daquilo que irá devolver a canção harmônica de sua identidade. E a construção quando interrompida de forma muito espaçada trás sobre o paciente a situação-problema de memorização de suas angústias reduzindo suas chances de sucesso no tratamento pela inabilidade de representar o seu estado de angústia presente, mas um modelo histológico de seus sofrimentos dificultando o trabalho do analítico e os fatores que necessitam ser trabalhados de forma exaustivas que foram acumulados no decorrer da semana.
O número de sessões vai depender da gama de elevação do entendimento que um e outro indivíduo quer absorver sobre si mesmo. É necessário visitar as áreas da personalidade para chegar dentro do equilíbrio didata do processo aso pares. Trabalhar em profundidade inclusive por sobre os fenômenos transferenciais é algo muito complexo.
Uma análise tem uma dimensão muito grande em torno de um eixo científico- artístico. A psicanálise é uma arte de viver que para se tocar uma vez por semana não irá contribuir para a lapidação que irá projetar uma bela canção ao tocar a alma humana no sentido do progresso sensorial.



































































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